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Repórter 60+: jornalismo, experiência e novos olhares

Lançamento foi realizado na Unibes (Ale Anselmi/Divulgação)

Divididos em três turmas, 106 pessoas com mais de 60 anos descobriram como a comunicação, o jornalismo podem ser agentes transformadores da sociedade e da própria vida. Assim foi a jornada do projeto Profissão Repórter 60+, encerrado no mês de maio com o lançamento do livro “Focas Experientes – Histórias de Vida e Jornalismo no Profissão Repórter 60+”, que reúne reportagens produzidas pelos alunos e o perfil de alguns deles. O livro não está á venda, foi feito especialmente para os participantes. Os trabalhos desenvolvidos por eles estão disponíveis no site.

Idealizado por Lilian Liang, diretora de redação da Dínamo Editora, parceira do projeto com a Associação Centros Etievan, a iniciativa teve início em junho de 2018, e foi realizada com recursos do Fundo Estadual do Idoso. Os participantes receberam noções de jornalismo e tecnologia e muitos deles, segundo os organizadores, até criaram seus próprios canais de comunicação. A ação foi apoiada pelo Conselho Estadual do Idoso e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social de São Paulo.

OportunidadeW

Walter Pinheiro e a esposa Regina Silveira, ambos de 62 anos, participam de programas voltados para a terceira idade em São Paulo, e se interessaram pelo projeto após a indicação de um amigo que participou da primeira turma. “Nós nos inscrevemos, mas a minha esposa tinha mais interesse porque embora ela nunca tenha trabalhado como jornalista, ela é publicitaria e jornalista formada também. Eu como escrevo bastante, achei ia ser interessante”, conta. Depois de uma longa carreira na construção civil e no mercado editorial, Walter se aposentou e atualmente mantém um blog com poemas, crônicas e livros infantis, a divulgação é restrita aos amigos. “É o que eu faço atualmente, a minha profissão hoje”.

A experiência no projeto surpreendeu Walter: “Achei ótimo. Foi importante mexer com a parte de vídeo, edição de vídeo e de voz, e o principal para mim, escrever mais tecnicamente, mais em termos jornalísticos, porque eu escrevo uma escrita muito livre, solta”. Outro ponto que ele destaca é o feeling para descobrir coisas novas, toda a pesquisa e descoberta, a parte investigativa do jornalismo.

A oportunidade de conhecer novas pessoas também foi importante para o “blogueiro”. “Você se mantém ocupado, tem uma atividade intelectual, faz bem. Você se relaciona com pessoas, não fica isolado em casa, e às vezes descobre coisas em você que nem imaginava, então isso é o bacana desses projetos”, ressalta. Conheça mais sobre a história de Walter na seção “Histórias & Velhices”.

Possibilidades

Cida Castilho, 64, participou da terceira e última turma do projeto. Ela é barista, profissional especializada em cafés, e participa de eventos, workshops e da montagem de cafeterias. Às segundas-feiras, ela deixa sua casa em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, e participa de um programa de entrevistas na rádio Pimentas (radio web e FM), em Guarulhos, com entrevistas e divulgação de ações em prol da comunidade, como recentemente o movimento de combate à pedofilia.

Cida tem usado o que aprendeu no projeto que está elaborando
(Katia Brito)

A divulgação do Repórter 60+ no Instagram chamou atenção e Cida decidiu se inscrever. “Amei o curso. Fiquei deslumbrada com todas as possibilidades, com o que a gente pode fazer, principalmente redação. Eu sempre fui muito ruim e está me incentivando a escrever mais para desenvolver esse meu lado”. Atualmente ela prepara um projeto de música para escolas públicas de Guarulhos, que vai destacar os melhores cantores entre aqueles que tenham um bom desempenho escolar. O aprendizado no Profissão Repórter tem sido usado para escrever o projeto.

O trabalho final da turma de Cida foi sobre a estação de metrô Sé, no centro de São Paulo. “Nós fomos para a Praça da Sé falar com o pessoal do metrô, falamos até com uma pessoa que viu a inauguração da praça. Foi bem bacana mesmo”, conta. A barista, que deve se aposentar no próximo ano, ressalta o carinho e a competência da equipe do projeto. “Minha visão do jornalismo mudou muito. O projeto serviu para ampliar o meu horizonte”, finaliza. (Katia Brito / Foto do evento: Ale Anselmi/Divulgação)

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