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Perda de visão é mais comum em mulheres

Perda de visão é mais comum em mulheres

Mulheres têm o sistema imunológico forte, são resistentes à dor e vivem mais que os homens, mas a história muda quando se fala de perda de visão. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, a perda da visão é mais frequentes entre elas. E a deficiência visual está crescendo no mundo todo. Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que globalmente a cegueira e deficiência visual grave já atingem 2,2 bilhões de pessoas.

Com o envelhecimento, segundo Queiroz Neto, aumenta o risco de desenvolver catarata (leia mais sobre a doença no blog). Maior causa de cegueira tratável no mundo, a doença torna o cristalino opaco. O único tratamento é a cirurgia que substituiu o cristalino por uma lente intraocular transparente. Adiar a cirurgia, segundo o especialista, torna a operação mais perigosa porque dificulta a extração da catarata.

O estresse causado pelas muitas jornadas das mulheres também pode antecipar o envelhecimento celular. “Isso porque aumenta a formação de radicais livres que aceleram o envelhecimento”, pondera. Outra doença com maior risco ao envelhecer é a degeneração macular, que afeta a porção central da retina responsável pela visão de detalhes. Por isso a recomendação do médico é a partir dos 40 anos consultar um oftalmologista anualmente.

Variações hormonais

O médico explica que as variações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, gestação e menopausa afetam a saúde ocular, pois têm influência na refração e produção do filme lacrimal. A lágrima, segundo o especialista, protege o olho das agressões externas, mantém a lubrificação da porção externa e a transparência da córnea, lente externa do olho.

“É por isso que para cada homem temos três mulheres com olho seco. A deficiência severa de lágrima pode causar cicatrizes na córnea, uma importante causa de deficiência visual” comenta.

O uso da pílula anticoncepcional por mais de 10 anos também aumenta o risco de contrair glaucoma, é o que aponta um estudo citado pelo especialista. A doença dificulta o escoamento do líquido que preenche o globo ocular e provoca a degeneração das células do nervo óptico que são irrecuperáveis. Por isso, mulheres que já tomam pílula há 10 anos devem consultar o oftalmologista anualmente.

Miopia

Já um problema que pode ser resolvido com um simples par de óculos ou uso de lentes é a miopia. Queiros Neto esclarece que de todos os vícios refrativos, a miopia, dificuldade de enxergar à distância é o que mais cresce. Isso porque, os trabalhos em ambientes fechados e atividades como usar o celular ou computador favorecem a progressão do grau.

O especialista destaca que entre crianças esta evolução pode ser barrada com mais atividades ao ar livre que estimulam a produção da dopamina, um neurotransmissor capaz de interromper o crescimento do olho que caracteriza a miopia. “O uso de telas digitais por crianças deve ser de, no máximo, duas horas ininterruptas” ensina.

Em adultos a terapia indicada pelo oftalmologista para interromper a progressão da miopia são lentes de contato noturnas que aplanam a córnea e permitem enxergar bem sem óculos durante o dia. Se não for barrada, a miopia pode causar descolamento da retina e glaucoma. (Fonte: Fonte: Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier  / LDC Comunicação / Imagem de Chris Vaughan Griffiths por Pixabay)

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