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São Paulo apresenta práticas em prol do envelhecimento ativo e digno

Seminário Proteção Social Especial Camp Pinheiros

Boas práticas desenvolvidas nos serviços da Prefeitura de São Paulo foram destaque no Seminário “Retratos dos Serviços para Pessoa Idosa da Proteção Social Especial”, realizado no dia 7 de fevereiro. O evento promovido pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), por meio da Área Técnica de Idosos da Coordenação de Proteção Social Especial (CPSE), apresentou importantes iniciativas de Centros Dia, Centros de Acolhida Especial e instituição de longa permanência. Leia mais sobre o seminário no blog (clique aqui).

A primeira apresentação de boas práticas foi feita pela equipe do Centro Dia para Idosos de Santana, na Zona Norte de São Paulo, gerido pela Associação Santo Agostinho (visite o site), que ressaltou a importância do equipamento para a autonomia, independência e qualidade de vida da pessoa idosa, além do trabalho de escuto e com a família. A equipe realizou uma pesquisa quantitativa para avaliar a evolução do idoso desde sua inserção no serviço até um ano depois por meio de instrumentos como Minimental (Mini Exame do Estado Mental) e a AMPI (Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa).

Os Centros Dia tem capacidade de atender até 30 pessoas. Dessas 30 pessoas atendidas na unidade de Santana, 22 tinham alguma alteração cognitiva e/ou dificuldade de mobilidade e depois de um ano no serviço 19 apresentaram melhoras significativas nos dois quesitos. Conquistas obtidas por meio do trabalho da equipe multidisciplinar realizado em oficinas e ações de estímulo cognitivo, intergeracionais, terapia com cães e reuniões mensais com as famílias.

Assembleia

Na foto principal, um dos destaques entre as boas práticas apresentadas no seminário: a iniciativa do Centro Dia do Camp Pinheiros (veja mais no site), na Zona Oeste da capital, que encerrou os trabalhos do seminário no período da manhã. A equipe multidisciplinar promove assembleias mensais para decidir com os idosos os trabalhos a serem realizados no equipamento. Foi destacado que ouvir os idosos é de extrema necessidade para a qualificação e apropriação do serviço pelos próprios usuários. Com capacidade para 30 idosos, hoje o Centro Dia atende 34 pessoas, prioritariamente beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

As assembleias contam com a participação dos idosos e da equipe do serviço, que ser reúnem em roda para estimular que todos participem e as decisões são registradas em uma ata. Também há a eleição entre os idosos para a formação de uma comissão responsável por reunir as demandas que serão apresentadas na assembleia. É o que muito se fala e é fundamental, o serviço é para os idosos e com eles é construído. Iniciativa que fortalece a cidadania, a participação ativa na sociedade e no território que fazem parte, empodera e valoriza a pessoa idosa.

ILPI

Na parte da tarde, o seminário trouxe dois exemplos de equipamentos diferentes. Primeiro as boas práticas desenvolvidas na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Padre George Vincent Coor, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Gerida pela Associação Beneficente Irmã Idelfranca, a instituição tem capacidade para 30 idosos e atualmente atende 29 pessoas independentes e com grau II de dependência. A equipe trouxe a experiência com os passeios a um sítio na cidade de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.

A iniciativa da equipe da ILPI proporciona lazer, convivência, estimulação motora e o resgate de memórias para aqueles que viveram no campo. O resultado principal, segundo a equipe, tem sido uma melhora significativa no relacionamento interpessoal de idosos e profissionais, fortalecendo o vínculo comunitário e incentivando a participação.  

Acolhimento

O trabalho realizado pela equipe do Centro de Acolhida Especial para Idosos (CAEI) Casa de Simeão, gerido pela Associação Reciclázaro (visite o site), também foi um dos destaques do seminário da SMADS. O serviço atende atualmente 150 idosos independentes, apenas do sexo masculino, vindos da reclusão, em situação de rua e/ou com problemas de saúde mental. Para cada um é feito um Plano Individual de Atendimento (PIA) com objetivo de que sejam reinseridos na sociedade.

A equipe da Casa de Simeão criou grupos de trabalho dedicados a modificação de hábitos e comportamentos, convivência familiar e fortalecimento dos vínculos criados no próprio Centro de Acolhida, saúde, moradia, benefícios e renda, instituições de longa permanência, além de realizar atividades socioeducativas e profissionalizantes por meio de parcerias.

Outro ponto importante, apresentado entre as boas práticas, é o incentivo para que os idosos tenham participação ativa na sociedade e pratiquem a cidadania, ocupando cadeiras em Conselhos de Direito, como da Assistência Social e do Idoso, fóruns, audiências públicas e também no Garmic (Grupo de Articulação pela Moradia do Idoso na Capital), coordenado por Olga Quiroga (confira a entrevista dela ao blog aqui).  

Seminário Proteção Social Especial Casa de Simeão
Antonio Patto com a equipe da Casa de Simeão

Os desafios, de acordo com a equipe da Casa de Simeão, são a ruptura do estigma de incapacidade da pessoa idosa e a ampliação de sua rede social. Para fechar o depoimento de Antonio Alexandre de Andrade Patto, de 77 anos, há três anos na Casa de Simeão, que faz parte do Conselho Municipal da Assistência Social (COMAS). Ele foi só elogios para o trabalho desenvolvido pela equipe, sem dúvida um exemplo de boas práticas. A luta de Antonio é pela implantação de repúblicas para idosos que, segundo ele, já está entre as metas da administração municipal.

Rede

A rede de Proteção Social Especial da cidade de São Paulo conta atualmente com 16 Centros Dias, totalizando 480 vagas, e o mesmo número de vagas em instituições de longa permanência para idosos (ILPIs). São 14 instituições na cidade, sendo uma delas para idosos com dependência grau III, ou seja, que requerem assistência em todas as atividades da vida diária e/ou com comprometimento cognitivo. As demais são para pessoas com dependência grau II, que precisam de auxílio em até três atividades da vida diária, podendo ser alimentação, mobilidade ou higiene. Clique aqui e acesse a resolução do Ministério da Saúde sobre ILPIs.

A Prefeitura também tem na rede sete Centros de Acolhida Especial para Idosos (CAEI), com um total de 702 vagas. O serviço é destinado ao acolhimento de pessoas idosas com mais de 65 anos, em situação de rua e que são independentes. Sobre vagas nos serviços da Prefeitura de São Paulo, é necessário se dirigir aos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). (Katia Brito)

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