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Quanto mais velhos, maior a expectativa de vida

Expectativa de vida aumenta em 2018 IBGE

Quando chegamos aos 40 anos, como é o caso desta jornalista, podemos viver mais 39,5 anos, ou seja, a expectativa de vida de 79,5 anos. Aos 50 são 30,7 anos de sobrevida, podendo chegar ainda mais longe, aos 80,7. Com 60 anos mais 22,6, com a possibilidade de avançar até os 82,6. E aos 70 anos mais 15,3, chegando até 85,3, e indo mais longe aos 80 anos, podendo viver mais quase dez anos (9,6). Os dados são das Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas nesta quinta, dia 28 de novembro, pelo IBGE.

O levantamento do IBGE indica que a expectativa de vida dos brasileiros aumentou em 3 meses e 4 dias, de 2017 para 2018, alcançando 76,3 anos. Desde 1940, já são 30,8 anos a mais que se espera que a população viva. Para as mulheres, espera-se uma longevidade ainda maior: 79,9 anos. Já a expectativa de vida ao nascer para os homens ficou em 72,8 anos em 2018.

A diferença de expectativa de vida entre homens e mulheres, chamada de “sobremortalidade masculina”, é mais acentuada conforme a faixa etária, de acordo com o IBGE. Um homem de 20 a 24 anos tinha, em 2018, 4,5 vezes menos chances de chegar aos 25 anos do que uma mulher.

Segundo o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi, em 1940 não havia essa discrepância entre os sexos nos grupos mais jovens. “A partir de meados da década de 1980 as mortes associadas às causas externas passaram a desempenhar um papel de destaque. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros”, complementa.

Longevidade

Para ambos os sexos a maior esperança de vida ao nascer foi observada em Santa Catarina: 79,7 anos. Outros Estados acima dos 78 anos são Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. No outro extremo, está o Maranhão, com a expectativa em 71,1 anos, e o Piauí, em 71,4 anos. Ou seja, uma criança nascida no Maranhão, conforme a taxa de mortalidade observada em 2018, esperaria viver em média 8,6 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina.

Porém, a expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento e o sexo. Por exemplo, quem está com 30 anos agora terá um tempo médio de vida diferente de quem acabou de nascer, é a chamada projeção de sobrevida. Aos 30 anos, por exemplo, há perspectiva de 48,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, a expectativa de vida de 78,7 anos. Projeção que aumenta com o avançar da idade como você viu no início do texto.

Mortalidade infantil

A pesquisa mostrou também que as taxas de mortalidade infantil mantiveram a tendência de queda. O número de mortes antes de completar um ano de idade caiu de 12,8 a cada mil nascidos vivos em 2017 para 12,4 por mil em 2018. Já até os 5 anos de idade, o índice declinou 3,4%, de 14,9 por mil para 14,4 por mil.

Entre os Estados, a menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Espírito Santo: 8,1 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Já a maior foi a do Amapá, com 22,8 por mil. A mortalidade das crianças menores de um ano é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região. As taxas no Brasil estão melhorando gradativamente, mas ainda estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo. Japão e Finlândia, por exemplo, possuem taxas abaixo de 2 por mil. (Fonte: Agência de Notícias IBGE / Imagem de Mabel Amber, still incognito… por Pixabay)

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