conecte-se conosco

Olá, o que você está procurando?

Saúde & Bem-estar

Câncer de mama sem fake news

Outubro rosa

Neste mês de Outubro Rosa, uma atenção especial às notícias falsas (as famosas fake news) que podem trazer risco para pacientes com câncer de mama. O alerta é do Instituto Oncoguia, ONG de apoio a pacientes com câncer. “Quando uma mulher recebe o diagnóstico de um câncer, alguns segundos depois ela já estará cercada de notícias e dicas que, supostamente, irão ajudar nessa fase. Pedimos muito cuidado e cautela com isso, pois há o risco de algumas não serem verdadeiras e, pior, que envolvam tratamentos alternativos que podem prejudicar os tratamentos convencionais”, alerta a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz. Conheci o trabalho do instituto no Festival inFINITO (leia aqui).

Outubro Rosa - Luciana Holtz Oncoguia
Luciana Holtz no Festival inFINITO

Na opinião de Luciana Holtz, a principal forma de combater essas notícias falsas é garantindo o acesso à informação de qualidade, útil e adequada à fase do tratamento. Para isso, a presidente do Instituto Oncoguia recomenda engajar os pacientes ativamente em todas as decisões necessárias desse momento. “Fale com seu médico, procure por fontes confiáveis antes de acreditar em toda informação que você recebe”, orienta.

Outro alerta importante é que não se trata de uma doença exclusivamente feminina, confira no blog a entrevista com Manoel Carlos Conti, responsável pelo Magazine 60+, que foi diagnosticado com câncer de mama. Leia mais aqui.

Para ampliar ainda mais as discussões sobre a importância da informação de qualidade, apoio e networking para pacientes com câncer de mama durante o Outubro Rosa, o Oncoguia realizou, no dia 12 de outubro, o “Encontro Oncoguia de Câncer de Mama para Pacientes em Tratamento: Inicial e Metastático”, em São Paulo. O Oncoguia também separou algumas dúvidas bastante comuns recebidas pelo Oncoguia Confirma – canal de WhatsApp para o combate a fake news sobre câncer criado pela ONG em 2018 – (11) 98790- 0241. Confira:

Crioablação é uma alternativa para curar o câncer de mama – FALSO!

A crioterapia ou crioablação já é feita em casos muito selecionados, mas em nenhum centro (nem mesmo em Israel, de onde surgiu um vídeo que viralizou nas redes falando sobre esse procedimento) substitui o tratamento convencional de cirurgia, radioterapia, quimioterapia etc. A crioablação pode ser feita em alguns raros casos de metástases, com resultados equivalentes aos de uma radioablação ou de uma radiocirurgia. Porém este ainda é um procedimento experimental em tumores primários de mama. “É uma técnica que no futuro é aceitável de imaginarmos. Porém não sabemos quando este futuro será. Mais estudos são necessários. Estamos de olho nas pesquisas”, comenta Nivaldo Vieira, oncologista clínico e membro do comitê científico do Instituto Oncoguia.

Paciente com câncer de mama tem direito à cirurgia reparadora pelo SUS – VERDADE

É garantido por lei ao paciente com câncer de mama a realização da cirurgia plástica reparadora da mama retirada (total ou parcialmente) em decorrência do tratamento do tumor, assim como a realização da simetria. A reconstrução pode ocorrer no mesmo ato da cirurgia para retirada da mama, quando houver condições técnicas e clínicas. Ou seja, a indicação sempre dependerá do seu médico e do seu caso.

É possível tratar o câncer de mama com imunoterapia – VERDADE

Em maio de 2019, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a primeira imunoterapia para câncer de mama no Brasil. O tratamento pode beneficiar pacientes com câncer de mama triplo negativo. Outras possibilidades do uso de imunoterapia para pacientes com câncer de mama estão sendo discutidas e em breve poderá haver novidades.

Cuidado multidisciplinar faz a diferença no tratamento do câncer de mama – VERDADE

Não só para pacientes com câncer de mama, mas com qualquer tipo de tumor, principalmente se for metastático, o envolvimento de uma equipe multidisciplinar pode garantir um tratamento mais integral e mais qualidade de vida aos pacientes oncológicos. Os especialistas que fazem parte da equipe multidisciplinar podem variar de acordo com as diferentes necessidades de cada paciente, mas podem compor esse time oncologista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, paliativista, entre muitos outros.

Pacientes em tratamento de câncer não podem fazer atividade física – FALSO

Há muito tempo acreditou-se que pacientes com doenças como o câncer deveriam fazer repouso. Mas isso já é passado e pesquisas científicas já comprovaram que a prática de atividade física por pacientes oncológicos é possível, segura e pode melhorar a disposição, reduzir dores e efeitos colaterais de tratamentos e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. A única recomendação é que, antes de começar a se exercitar, o paciente peça orientações ao seu médico e as siga!

Oncoguia

O Instituto Oncoguia é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 2009 cuja missão é ajudar o paciente com câncer a viver melhor, por meio de ações de educação, conscientização, apoio e defesa de direitos. Saiba mais em Portal Oncoguia: www.oncoguia.org.br, pelo e-mail: institutooncoguia@oncoguia.org.br e também na rede social Facebook: facebook.com/oncoguia. Utiliza também o Canal Ligue Câncer: 0800-7731666. (Fonte: Oncoguia / Imagem principal de eliandro_anjos93 por Pixabay)

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

NEWSLETTER

Cadastre-se e receba todas as nossas novidades





Leia também

Artigos

*Egídio Dórea Simone de Beauvoir, célebre filósofa francesa e autora de um dos mais profundos estudos antropológicos sobre a velhice, resgatou nesse livro uma...

Colunistas

Programa musical tem ido além da valorização dos talentos 60+, trazendo debates sobre etarismo e as conquistas femininas

Iniciativas & Projetos

Evento será em formato híbrido, presencial e online, com diversas palestras e expositores, com início no dia 29 de setembro

Saúde & Bem-estar

Em sua 9ª edição, campanha alerta para a importância do cuidado com a saúde mental em tempos de prolongada pandemia e crises