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Loungevidade: negócios, trabalho e convivência

Identificar e criar oportunidades de negócios e trabalho para pessoas com mais de 60 anos na região onde moram é o objetivo do projeto Loungevidade, do grupo Trabalho 60+. Encontros têm acontecido na Unibes Cultural (ao lado da estação de metrô Sumaré), ONG Colmeia (rua Marina Cintra, 97, Jardim Europa), na Universidade de São Paulo (USP) e nos bairros Brás e Mooca. Os eventos são abertos não apenas àqueles que têm 60 anos ou mais, pessoas mais jovens também estão convidadas a participar. O blog acompanhou parte do encontro do dia 27 de junho na Unibes.

“O projeto busca levantar com os idosos as necessidades, os desejos e as carências que ele vê na sua região, no entorno de onde ele mora, vive ou trabalha. Nós levantamos estas demandas, estas possibilidades, e eles juntos se reúnem para pensar que tipos de novos negócios nós podemos ter nesta região”, explica o fundador do grupo Trabalho 60+, Eduardo Meyer. O objetivo, segundo ele, é que estas pessoas possam trabalhar perto de onde moram, sem a necessidade de atravessar a cidade (São Paulo), fazendo seu próprio horário, e participando mais da comunidade em que vive.

A ideia é baseada no projeto Bairro Amigo do Idoso realizado em 1998 no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, por Alexandre Kalache, referência em envelhecimento e presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil. “Só que a visão do Kalache é de saúde e a nossa é de negócios e oportunidades de trabalho para estes velhos. Eles que sentem as necessidades do seu entorno, eles que vão tentar agir em grupo e suprir estas necessidades e desejos montando negócios”, destaca o fundador do Trabalho 60+.

O Loungevidade seria feito inicialmente levado para um shopping, mas o negócio não se concretizou e surgiu a ideia de fazer algo que pudesse abranger o maior número possível de idosos, de uma forma que eles pudessem ganhar dinheiro na sua região “Estamos aqui (Unibes), na Colmeia, e estamos acompanhando na USP, Brás e Mooca, querendo levar para mais três lugares”, planeja Eduardo.

Laços

Muito além de negócios e novas oportunidades que beneficiem a todos, o projeto estimula a convivência. “A ideia é que esses velhos todos possam conviver, criem laços. A gente busca muito a permeabilidade dos saberes, o que um sabe que passa pro outro, o que o outro sabe que passa pra ele, e a soma dessas experiências”, salienta Eduardo. “Por exemplo, aqui (Unibes) tem uns 50 velhos, são dois milênios e meio de experiência profissional de diversas áreas de conhecimento”.

No encontro, os idosos foram divididos em grupos e cada grupo trabalhou uma ou mais ideias que depois foram apresentadas a todos os participantes, com tempo cronometrado e detalhando como a ideia poderia ser viabilizada. Se você já ouviu falar de pitch em eventos de startups, é basicamente isso, uma apresentação rápida que resuma bem a ideia do produto ou serviço e como ela pode ser levada ao mercado e se estruturar financeiramente.

O encontro do fim de junho encerrou a primeira fase do projeto, segundo Eduardo, e agora será feito um levantamento das ideias: “Vamos fazer um compilado de todas as ideias, tentar formar células para dar continuidade, aprofundar, e fazer a ideia virar um negócio”.

Outras atividades

O grupo se reúne semanalmente, toda segunda-feira pela manhã, no Núcleo Integrado de Saberes (NISS) Vila Mariana, localizado na rua Capitão Cavalcanti, 171, na capital, e divulga frequentemente uma lista de eventos em conjunto e que tenham como protagonistas seus integrantes, com datas, horários e preços. O grupo é diverso em conhecimentos e também na faixa etária, o mais jovem fez 58 anos recentemente e o mais velho tem 89 e está cheio dos projetos, segundo Eduardo.

As reuniões semanais são abertas para integrantes do grupo ou não. “A grande graça é essa, ser aberto, porque sendo aberto sempre pinta uma ideia nova. A ideia não é virar um clube que você já sabe o que o cara pensa, o que ele vai falar, nada disso. Sempre tem gente nova para arejar as ideias”, conclui.  Saiba mais no site do grupo e nas redes sociais Facebook e Instagram. (Katia Brito)

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