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Jumanji – Próxima Fase: aposentadoria e o envelhecer

Danny Glover e Danny DeVito - Jumanji

O envelhecer está presente em todos os momentos, afinal começa ao nascer e nos acompanha pela vida. Recentemente os filmes, mesmo não tendo esse foco, têm incluído personagens que proporcionam reflexões sobre esta importante época da vida, embora alguns estereótipos ainda estejam presentes.

Uma sugestão é conferir o segundo filme da franquia Jumanji (2019), estrelada por Dwayne Johnson, o The Rock, que tem como convidados especiais: Danny DeVito, de 75 anos, um ícone das comédias, e Danny Glover, 74, do clássico A Cor Púrpura (1985) e da franquia de ação Máquina Mortífera (1987/1989/1992/1998) ao lado de Mel Gibson.  

O Jumanji original (1985), protagonizado pelo saudoso Robin Williams, era baseado em um jogo de tabuleiro que trazia a selva até seus jogadores. Na franquia atual, trata-se de um jogo de videogame antigo, em que os jogadores se transformam nos personagens e são transportados para viver a realidade do jogo. Os sobreviventes do primeiro filme (2017) voltam ao mundo em Jumanji – Próxima Fase, agora acompanhados dos atores 70+.  

DeVito é Ed, avô do jovem protagonista do filme que no jogo se transforma em The Rock, e Glover, um ex-sócio, que por ter priorizado a aposentadoria se afastou por 15 anos. Ed se recupera de uma cirurgia no quadril e no jogo tem a oportunidade de ser o personagem de The Rock. Já Glover assume o personagem do zoólogo do grupo, mas, os estereótipos mostram uma fala lenta que compromete o resultado da equipe, assim como excesso de energia experimentado pelo vovô Ed.

Destaque para a aventura da dupla e, principalmente, para a forma diferente como encararam a vida após a aposentadoria. Para Glover foi o momento de aproveitar ao lado da pessoa amada depois de uma longa carreira no restaurante que era da dupla. Para Ed, foi como uma traição que o fez abandonar a vida, e acreditar que a velhice não poderia ser um bom momento.

A preparação para a aposentadoria é fundamental, o que, aliás, é previsto no inciso II do artigo 28 do capítulo VI – Da Profissionalização e do Trabalho do Estatuto do Idoso. O texto fala em uma preparação “com antecedência mínima de um ano, por meio do estímulo a novos projetos sociais, conforme seus interesses, e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania”.   

A aposentadoria, aliás, também é tema do terceiro filme da franquia Máquina Mortífera. O que parece uma boa ideia para o detetive Robert Murtaugh, que conta os dias para deixar a polícia e estar mais tempo com a mulher e os filhos, vai percebendo que ainda tem muito a contribuir com a polícia e é difícil deixar a ação ao lado de Martin Riggs, personagem de Mel Gibson.  Há inclusive a possibilidade dos atores voltarem para um quinto filme.  

Porém, mesmo sem uma política pública voltada para o tema ou iniciativas concretas por parte das empresas, a vida sempre se transforma e traz novas oportunidades, o que não é diferente no filme. A velhice é uma fase de desafios com certeza, mas também de novas possibilidades, seja retornando ao mercado, praticando a cidadania, sendo voluntário em um projeto ou descobrindo um novo amor. Um momento para ser o que se quer ser.

(Katia Brito / Imagens: Divulgação)

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