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Saúde & Bem-estar

Julho Amarelo marca luta contra hepatites virais

Iniciativa busca contribuir para a criação de uma cultura de conscientização e especialista alerta para riscos potenciais para a população

Julho Amarelo - Luta contra Hepatites Virais

O mês de julho é marcado pela luta contra as hepatites virais com a campanha Julho Amarelo. A biofarmacêutica Gilead, alinhada com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), está a frente de iniciativas que contribuem para a meta global de eliminação das hepatites virais até 2030. Atualmente, o vírus da hepatite C atinge aproximadamente um milhão de pessoas no Brasil. De acordo com dados do ministério, as pessoas com 45 anos ou mais formam o grupo com maior número de diagnósticos de hepatite C em  2019.

A campanha deste ano da Gilead Brasil busca contribuir para a criação de uma cultura de conscientização dos riscos potenciais da doença e ampliar a aderência à testagem voluntária, além da própria adoção pelos profissionais de saúde de medidas para aumentar o rastreamento e o tratamento. Criada pela agência McCann Health Brasil, a Campanha Sua Saúde adverte ‘’Cartão Amarelo para a hepatite C’’, fazendo uma analogia com o futebol.

O Brasil, de acordo com dr. Paulo Bittencourt, presidente do Instituto Brasileiro do Fígado (IBRAFIG), órgão vinculado à Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), é um dos países que aderiu a proposta da OMS para diminuir novos casos de infecção pelo vírus da hepatite C, o HCV, em 90%, e a mortalidade em 65% até 2030. Ele alerta que a população tem pouco conhecimento sobre os riscos potenciais da doença e há baixa aderência a testagem voluntária.

O foco maior da campanha será a população menos favorecida, sem condições de fazer check-ups frequentes de saúde. Para contribuir, a biofarmacêutica apoia pelo segundo ano consecutivo a iniciativa da SBH, por meio de um atendimento remoto via 0800-8828222 (WhatsApp) de forma gratuita em todo o Brasil, que além de indicar locais de testagem, acompanha o ciclo do diagnóstico ao tratamento, caso o resultado seja positivo.

Hepatites virais

As hepatites virais, de acordo com o hepatologista Rafael Ximenes (foto – Box Digital/Divulgação), do centro clínico do Órion Complex, em Goiânia (GO), são inflamações que aos poucos matam as células do fígado e as transformam em cicatrizes que enrijecem o tecido, chamadas de fibrose. Sem apresentar sintomas, a evolução é, na maioria dos casos, silenciosa. Por isso, muitas vezes é descoberta quando está em estágio avançado, já com o comprometimento da função do fígado, cirrose ou mesmo o câncer.

Hepatologista Rafael Ximenes - Julho Amarelo

A campanha Julho Amarelo, em referência ao dia 28 de julho, Dia da Luta contra as Hepatites Virais, reforça as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. O especialista afirma que quando as pessoas forem consultar o médico devem pedir o exame para a doença. Os sintomas das hepatites virais são febre, enjoo, dor nas juntas, desconforto no lado direito da barriga e, em alguns casos, olhos amarelados.

Tipos de hepatite

As hepatites virais, foco da campanha Julho Amarelo, se dividem em cinco tipos:

Hepatite A é alimentar, e ocorre geralmente por falta de higienização de alimentos e condições sanitárias precárias

Hepatites B e C podem ser transmitidas sexualmente e pelo contato com sangue contaminado, o que pode ocorrer durante procedimentos estéticos ou de saúde sem os devidos cuidados, que utilizem seringas ou objetos cortantes ou perfurantes, e o compartilhamento de objetos como alicates de unha e agulhas

Hepatite D ocorre apenas em pacientes infectados pela B

Hepatite E é transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral)

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no país.

Risco e prevenção

O hepatologista ressalta os grupos com maiores riscos para as formas mais comuns da doença, a B e C: “Pessoas que receberam doação de sangue antes de 1993, pois até então o sangue doado não era testado para hepatite. E ainda quem faz hemodiálise, transplantados, pessoas com doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro, usuários de drogas injetáveis, quem faz tatuagem ou coloca piercing em locais não vistoriados e profissionais de saúde que tiveram acidente com material perfurocortantes”.

A melhor prevenção para a hepatite B é a vacina, segundo o especialista, que é oferecida em três doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pode ser tomada desde o nascimento e não precisa de reforço com o passar dos anos. O tratamento também é disponibilizado na rede pública. “Para a hepatite C o tratamento é feito com comprimidos de oito a 24 semanas, com chance de cura acima de 90%, mas dependendo do grau da lesão no fígado (em especial cirrose) ela pode não reverter mesmo com a eliminação do vírus. Já para o tipo B, a medicação é de uso contínuo, para controlar o vírus, pois se parar ele pode voltar”, afirma.

(Fontes: Gilead, Fundamento RP e Comunicação Sem Fronteiras / Imagens: Divulgação)

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