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Geriatria: faltam profissionais especializados

Geriatria especialidade envelhecimento falta

Entre os desafios do Brasil frente a uma população cada vez mais envelhecida, está a necessidade de mais geriatras, profissionais especializados no atendimento, tratamento e reabilitação da pessoa idosa. Uma pesquisa pela especialidade de geriatria no site do Conselho Federal de Medicina (CFM), indica 1.730 profissionais ativos, sendo 511 deles no Estado de São Paulo. Você pode consultar os profissionais no site.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de um geriatra para cada mil idosos. E no país, o número não chega a dois mil profissionais, enquanto que no total, de acordo com o site do CFM, são mais de 480 mil médicos das mais diferentes especialidades ativos. A falta de geriatras também foi destaque no blog em junho. Leia mais aqui.

No Estado de São Paulo, a Lei 12.552/07, originária do Projeto de Lei 354/02, do então deputado Luis Carlos Gondim, determina a presença de médico especialista em geriatria ou médico clínico com treinamento em geriatria nos Centros de Referência do Idoso e postos de saúde.

Pela legislação, os Centros de Referência do Idoso do Estado poderão contar com pelo menos um médico especialista em geriatria ou médico clínico com treinamento em geriatria. Na Prefeitura de São Paulo, por exemplo, as Unidades de Referência à Saúde do Idoso (URSI) devem ter uma equipe com médico geriatra e profissionais com especialização em gerontologia ou geriatria. Auxiliares técnico administrativo e de enfermagem não precisam de formação específica. Saiba mais sobre a política de Atenção Básica da prefeitura no site.

Nos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME) do Estado de São Paulo voltados exclusivamente para a pessoa idosa. A especialidade também está incluída. São duas unidades instaladas nas Zonas Sul (Vila Mariana) e Oeste (Lapa), da cidade de São Paulo. Ainda distante do ideal, mas medidas importantes uma vez que no Brasil 75% dos idosos usam apenas os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados são do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros. 

A legislação paulista permite ainda que a Secretaria da Saúde do Estado celebre convênios com as secretarias municipais de Saúde, organizações sociais e entidades filantrópicas para garantir o cumprimento da lei e a presença de profissionais especializados.

Especialização

Um dos desafios para a efetivação da lei paulista é exatamente o baixo número de profissionais especializados. Para se tornar especialista, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), é preciso ter feito residência médica credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica e/ou ter sido aprovado no concurso para obtenção do Título de Especialista em Geriatria pela SBGG/AMB. Veja mais sobre a especialidade no link.

Ainda de acordo com a SBGG, o geriatria é um médico que utiliza uma abordagem ampla para a avaliação clínica por meio de escalas e testes, levando em conta também aspectos psicossociais. O objetivo é propiciar, com apoio de uma equipe multidisciplinar, longevidade com melhor qualidade de vida às pessoas idosas. (Katia Brito / Imagem de jennycepeda por Pixabay)

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