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Fiocruz recomenda quarta dose para idosos

Fundação e SBGG consideram prematura flexibilização de medidas preventivas e recomendam manutençaõ dos cuidados

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) consideram prematura a decisão de flexibilização do uso de máscaras, como anunciado pelo governo do Estado de São Paulo no dia 9 de março. O Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19 recomenda inclusive a aplicação de uma quarta dose para a população idosa.

A nota divulgada pela SBGG destaca que “embora a vacinação tenha reduzido drasticamente a proporção de óbitos entre as pessoas idosas, esse grupo segue sendo o de maior vulnerabilidade às formas graves da doença, mesmo entre os que receberam a dose de reforço (terceira dose)”. Dados destacados pela entidade, indicam que em janeiro, 63,3% das mortes por Covid-19 no Brasil foram de pessoas com 70 anos ou mais.

Entre as razões para a maior vulnerabilidade da pessoa idosa, a SBGG, cita “o fato de acumular diversas comorbidades, além da imunossenescência, o que gera uma resposta menos previsível quanto à eficácia das vacinas”. A entidade alerta para que aqueles que ainda não tenham se vacinado ou estejam com o esquema vacinal para a Covid-19 incompleto, não percam mais tempo e procurem uma unidade de saúde para se imunizar.

A recomendação da SBGG é “por ora a manutenção do uso de máscaras para pessoas idosas mesmo com esquema vacinal completo, e em especial para aquelas não vacinadas ou com esquema incompleto de vacinação, principalmente em ambientes fechados, bem como evitar aglomerações sempre que possível”.

Boletim Fiocruz

O Boletim da Fiocruz também destaca que a metade dos óbitos vem ocorrendo em pessoas com no mínimo 78 anos, que possuem maior vulnerabilidade às formas graves e fatais da Covid-19, por isso os pesquisadores defendem ainda a necessidade de aplicação de uma 4ª dose neste grupo, seis meses após a aplicação da dose de reforço.

Os pesquisadores também alertam para a necessidade de estratégias de saúde pública que ampliem a cobertura vacinal e imunização, assim como o passaporte de vacinas nos locais de trabalho e ambientes fechados, combinado com o uso de máscaras nos locais em que não há um controle do total de vacinados ou em situações que envolvem grande concentração de pessoas.

A análise dos pesquisadores ressalta ainda o possível risco de retrocesso nos ganhos obtidos no arrefecimento da pandemia. “Flexibilizar medidas como o distanciamento físico ou o abandono do uso de máscaras de forma irrestrita colabora para um possível aumento de casos, internações e óbitos, e não nos protege de uma nova onda”, afirmam os pesquisadores.

(Fontes: SBGG e Agência Fiocruz de Notícias / Imagem principal: Nicollas Ornelas/ Prefeitura de Guarulhos/SP)

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