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Festival inFINITO propõe ressignificação da vida e da finitude

Tom Almeida, idealizador do evento, e a dra Ana Claudia Quintana

Entre 3 e 8 de setembro de 2019, São Paulo recebe o Festival inFINITO, considerado o maior evento da América Latina sobre viver e morrer. A morte inspira um dos movimentos mais vanguardistas do mundo. Segundo os especialistas, o entendimento de que somos todos finitos nos possibilita aproveitar de maneira mais plena cada um dos ciclos da vida. E viver de um jeito mais confortável, íntimo e amoroso. Com menos sofrimento e arrependimento.  

Essa discussão nunca esteve tão presente. Tanto que é tema central da próxima novela das sete da TV Globo, “Bom Sucesso”, e também do documentário “A partida final”, produzido pela Netflix e indicado ao Oscar. O best-seller “A morte é um dia que vale a pena viver”, da médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes, está sendo usado como apoio para redatores e o elenco da novela. Escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, a trama é protagonizada por Antônio Fagundes e Grazi Massafera. A novela aborda a terminalidade e morte. Ana Claudia, especialista em cuidados paliativos, integra a programação do festival. Na foto, ela que já foi entrevistada pelo blog (leia a matéria aqui) e o idealizador do evento, Tom Almeida.

Finitude

Tom é um dos líderes do movimento de ressignificação da morte no Brasil. “Quando a gente tem consciência da finitude, começa a olhar mais para as nossas escolhas, desejos. Pensar e falar sobre a morte também abre espaço para conexões. Começamos a entender que o que vale é a qualidade das relações que construímos. Viver a vulnerabilidade que a vida provoca nos conecta mais profundamente uns aos outros”, afirma.

A convite de Tom, referências no assunto em nível global estarão trocando experiências e celebrando as diversas percepções. A programação propõe possibilidades de interação em torno do tema, ainda considerado um tanto indigesto. A programação ocupa a Unibes Cultural e o Petra Belas Artes e os ingressos já estão disponíveis: http://bit.ly/Festival-inFINITO2019.

São mais de 40 atividades, entre palestras, workshops, vivências, sessões de cinema, espetáculos de teatro e dança, jantar, atividades para crianças e intervenções urbanas. E toda esta programação é conectada a eixos temáticos que correspondem aos ciclos da vida: “Amadurecimento: a vida começa aos 40”, “Adoecimento: a vida ressignificada”, “Terminalidade: a partida final”, “Morte: o último ato” e “Luto: o vazio com significado”.

O festival também abraça o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio capitaneada pelo Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria. O tema entra em discussão sob a perspectiva das populações indígena e LGBTQ+. Nestes grupos, as taxas de  suicídio são muito superiores à média do país.

São co-criadoras do Festival InFINITO as iniciativas Hype60+, A Casa Humana, Casa do Cuidar, Acembra / Sincep, Vamos Falar Sobre o Luto? e 4 Estações Instituto de Psicologia. O festival também contará com o lançamento do “Instituto Olga Rabinovich – A Boa Partida”.

Destaques

A participação do médico Steve Pantilat é um dos grandes destaques da programação. Referência americana em cuidados paliativos, ficou famoso por participar do documentário indicado ao Oscar, “A Partida Final”. Além da palestra e de um workshop, participará da discussão sobre o documentário no Cineclube da Morte Especial – que também contará com a presença de Roy Remer, diretor do Zen Hospice Project, cenário de boa parte do filme.

O Zen Hospice Project é uma instituições pensadas para proporcionar um fim de vida compassivo aos pacientes terminais. Tomando a experiência como ponto de partida, Remer também ministra um workshop. Outro destaque é a enfermeira e educadora Jessica Hanson que conversará com o público sobre a “Orquestração da Morte”. Jessica perdeu um filho de dois anos – e defende que a morte, mesmo súbita e traumática, pode ser bonita.

Já o arquiteto Michael Murphy enxerga a arquitetura como campo de responsabilidade social e defende atenção especial ao design de ambientes de assistência médica. A proposta é que estes locais possam contribuir com o bem-estar físico, intelectual e emocional de quem transita por eles. Murphy é diretor fundador do coletivo MASS Design Group. Mais informações sobre o evento e a programação completa no site. (Fontes: Festival InFINITO / Em Branco – Hub Criativo de Comunicação / Foto: Reprodução Facebook)

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