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Fake news e covid-19: um fator de confusão para os cuidados preventivos

fake news - negacionismo - covid-19
*Caroline Gisele de Oliveira e Thaís Bento Lima-Silva

Com a pandemia de covid-19 aumentou consideravelmente a circulação de notícias através de ferramentas eletrônicas, principalmente pelas redes sociais. Pode-se associar esse fato a condição do isolamento social, onde a forma mais rápida e segura de contato era através de aparelhos eletrônicos como o celular.

As redes sociais têm tido um importante papel de influência no comportamento da população e permitem a divulgação, quase que instantânea, de notícias, mas podem ser utilizadas de forma correta ou não. E com esse novo cenário cresceu expressivamente o compartilhamento das chamadas fake news.

E você sabe o que são fake news?

As fake news são conteúdos digitais falsos (quando se referem a inverdades), tóxicos (quando podem causar danos à vida de uma pessoa, impactando sua dignidade e/ou reputação) e nocivos (quando podem causar problemas sociais e/ou influenciar, negativamente, na tomada de decisões que impactam a vida em sociedade). Elas são, na maioria das vezes, altamente prejudiciais às pessoas, às empresas, às organizações e à vida cotidiana.

São notícias falsas divulgadas principalmente nas redes sociais. Normalmente os “boatos” têm informações falsas, que apelam para o emocional do leitor e consequentemente tem um grande poder viral, isto é, espalham-se rapidamente. Com isso é muito importante saber reconhecer uma fake news e assim combater a sua disseminação.

Para detectar uma notícia falsa, atente-se:

  • Conteúdo apelativo;
  • Verifique sempre a fonte do veículo de imprensa;
  • Investigue a fonte: procure conhecer quem escreveu;
  • Procure a mesma informação em outros sites;
  • Procure sempre o contexto original, não conteúdos retirados de contexto.

Em tempos de coronavírus, em que a informação confiável é crucial para salvar vidas, o combate a esse fenômeno se tornou ainda mais importante.

O negacionismo diante da ciência ficou expressivo. Negar a ciência, incentivar o uso de medicamentos inapropriados, aglomeração, ajudam a disseminar o vírus e agravar os quadros clínicos. E com isso as fake news se tornam uma das principais razões para a não aceitação de medidas preventivas e de cuidados estabelecidos pela ciência.

No contexto da pandemia de covid-19, um exemplo de fake news foram as crescentes campanhas antivacinas. Não compartilhe fake news e desinformação, você tem um papel importante no combate à covid-19!!

Bibliografia consultada

Barcelos, T. N. et al. Análise de fake news veiculadas durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. Rev. Panam Salud Publica. 2021;45:e65. https://doi.org/10.26633/RPSP.2021.65

MANSO, E. G. et al. Fake News e Saúde da Pessoa Idosa. Rev. Longeviver, Ano I, n. 2, Abr/Maio/Jun, São Paulo, 2019. Disponível em: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/revista-longeviver-ano-i-n-2-abr-maio-jun-2019/ Acesso em: 05 dez. 2021.

NOVA ESCOLA. Como identificar uma notícia falsa? Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/12305/como-identificar-uma-noticia-falsa/ Acesso em: 04/12/21.

NETO, M. et al. Fake News no cenário da pandemia de Covid-19. Cogitare Enfermagem, [S.l.], v. 25, abr. 2020. ISSN 2176-9133. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/72627>. Acesso em: 05 dez. 2021. doi:http://dx.doi.org/10.5380/ce.v25i0.72627.

PUC Minas. Icei Talks: Combate às Fake News: conteúdos digitais falsos, tóxicos e nocivos. Disponível em: https://www.pucminas.br/sala-imprensa/eventos/Paginas/Icei-Talks-Combate-%C3%A0s-Fake-News–conte%C3%BAdos-digitais-falsos,-t%C3%B3xicos-e-nocivos.aspx / Acesso em: 03/12/21.

Autoras

 Caroline Gisele de Oliveira - fake news e covid

Caroline Gisele de Oliveira, estudante de Graduação do Curso de bacharelado em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), integrante do grupo de pesquisa de Indicadores de vacinação em idosos 80+ com comorbidades (PIVIC80+), representante discente, participante da organização do congresso de Gerontologia 2021.

Thaís Bento Lima-Silva

Profa. Dra. Thais Bento Lima-Silva, docente do curso de Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Coordenadora do curso de pós-graduação em Gerontologia da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS), pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

É membro da diretoria da Associação Brasileira de Alzheimer- Regional São Paulo e assessora científica e consultora do Método SUPERA. Coordenadora do grupo de pesquisa de Indicadores de vacinação em idosos 80+ com comorbidades (PIVIC80+) da EACH-USP em parceria com o CSE-Butantã da USP.

(Imagem principal: News photo created by freepik – www.freepik.com)

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