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Estudo revela desafios quando o assunto é finitude

Plano de Vida & Legado Finitude Morte Janno

A longevidade e a finitude estão no centro dos debates diante da pandemia de Covid-19, diante do alto índice de mortes, principalmente entre pessoas idosas. Aos poucos, falar sobre a morte vem deixando de ser um tabu, embora ainda seja um grande desafio. O estudo Plano de Vida & Legado, elaborado pela startup Janno, revela que 61% das pessoas 45+ já refletiu sobre a própria morte. A grande maioria (81%), porém, não registrou seus desejos de fim de vida.

O estudo, com base em um questionário de autopreenchimento, foi realizado pela Janno entre fevereiro e março de 2020, e contou com respostas de aproximadamente 1.100 brasileiros acima dos 45 anos. A maior parte das pessoas da região Sudeste do país. Também são abordados na pesquisa um novo olhar sobre a maturidade e novos formatos de família. O estudo completo está disponível no link.

Em parceria com a MindMiners e a Hype50+, a Janno incluiu no estudo a reflexão sobre a finitude durante a pandemia de Covid-19. A constatação foi que sete em cada dez brasileiros 60+ estão refletindo mais sobre o tema neste período. O medo de morrer pela doença atinge quatro em cada dez respondentes, e dois em cada dez começaram a fazer o planejamento de fim de vida durante a pandemia.

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A reflexão sobre a morte vem se tornando mais comum para a maioria dos respondentes da pesquisa da Janno como mostra a imagem. Mas, embora muitos tenham conversado sobre seus desejos de fim de vida, 81% não têm essas decisões registradas. Apenas 3 em cada 10 respondentes já começaram seu planejamento de fim de vida.

Segundo a startup, planejar a vida garante o respeito aos desejos e vontades, e principalmente beneficia amigos e parentes. Além do luto, é preciso lidar com burocracia e papelada diante da morte de alguém querido.

Mesmo sem o registro das vontades, sete em cada dez respondentes do estudo Plano de Vida & Legado afirmam que no caso de alguma doença que ameace a vida, gostaria que a família o deixasse partir e aceitasse a morte como algo natural.

Decisões de fim de vida que para 60% dos brasileiros 45+ deveriam ser tomadas pela própria pessoa no caso de uma doença que ameace a vida, quanto a cuidados, tratamentos e procedimentos. Somente em segundo lugar pelos familiares. O testamento vital, considerado importante pela maioria dos respondentes, é o documento que registra os desejos sobre o fim de vida para pessoas maiores de 18 anos com capacidade cognitiva.

Debate

Muitos têm contribuído para ampliar o debate sobre a temática, como o movimento inFINITO (leia mais aqui no blog), que tem à frente Tom Almeida, criado para reflexão da morte e a ressignificação da finitude e da vida. O crescimento da área de cuidados paliativos também contribui e personalidades como a médica geriatra e paliativista Ana Cláudia Quintana Arantes, autora dos livros “A morte é um dia que vale a pena” e “Histórias lindas de morrer”.

Startup

A Janno, criada por Layla Vallias e Uri Levin, é uma plataforma que tem por objetivo ajudar os brasileiros a planejarem a segunda metade da vida e lidar com mais leveza com a finitude e legado. No início da pandemia, eles elaboraram o Mapa60+, reunindo iniciativas voltadas à população 60+ como o blog Nova Maturidade. Acesse o site aqui. (Fonte: Janno)

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