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Saúde & Bem-estar

Especialistas alertam sobre riscos do tabagismo

Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio) com alertas para o aumento do risco de câncer, problemas de saúde bucal e cardiovasculares

Em 31 de maio é celebrado o ‘Dia Mundial sem Tabaco’, data de conscientização sobre os riscos que o tabagismo acarreta à saúde – entre eles, o surgimento e o agravamento de uma série de tipos de câncer, não apenas do pulmão. Diante de sua atuação para o controle do tabagismo no Brasil e em meio à pandemia de covid-19, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) alerta para os riscos ainda mais elevados de infecção em fumantes.

Segundo a presidente da SBOC, Dra. Clarissa Mathias, o maior risco de infecção ocorre porque o pulmão do fumante apresenta áreas inflamadas, causadas pelo uso do tabaco. “A fumaça e as toxinas do cigarro possuem efeito imunossupressor, ou seja, são responsáveis por uma maior vulnerabilidade a infecções por vírus e bactérias. Essas inflamações também são um fator de risco para complicações e agravamento da covid-19”, explica.

Além dos riscos em relação ao coronavírus, o consumo do tabaco traz diversos prejuízos ao organismo. “O tabagismo é o maior responsável pela grande incidência de câncer de pulmão no Brasil: cerca de 90% dos casos são causados pela substância. Atualmente, ele é um dos tipos mais letais entre homens e mulheres, chegando a atingir uma taxa de mortalidade de 13 e 11%, respectivamente”, adverte Dra. Clarissa.  

Outros tipos de câncer também podem ser desenvolvidos em fumantes, como o de bexiga, cabeça e pescoço e pâncreas. “O tabaco ainda é responsável pela redução da cicatrização, envelhecimento precoce e doenças coronarianas e vasculares”, complementa a especialista.

A mensagem da SBOC para a prevenção do câncer de pulmão, e dos demais tipos que podem ser desenvolvidos por meio do tabagismo, é para que haja a redução ou interrupção do consumo da substância. “Os cigarros, tanto o de papel como o eletrônico, possuem toxinas que viciam seus usuários, por isso é importante evitar o início do uso, cortando a possibilidade de dependência”, recomenda Dra. Clarissa.

Saúde bucal

O Dia Mundial sem Tabaco é uma das principais datas no calendário da saúde e da odontologia, uma vez que o tabagismo aumenta e muito o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes – 70% das pessoas com câncer de boca fumam, revela o Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) faz um alerta para os ‘novos cigarros’, opções mais atraentes do que o industrializado, mas que escondem grandes perigos. São os narguilés, os vapes – cigarros eletrônicos – e até as versões disfarçadas de naturais, com camomila, sálvia, jasmim ou essências de sabor, em que o próprio fumante prepara o cigarro.

“Não existe consumo seguro de tabaco. Se tem tabaco, sempre tem o risco, pois são as substâncias que estão nele que prejudicam a saúde bucal e, consequentemente, o corpo em geral. Nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até a fumaça e o calor geram danos à mucosa da boca”, avisa a cirurgiã-dentista Silmara Regina da Silva, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP. O tabagismo aumenta em até oito vezes o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca em relação a quem não fuma.

No ano passado, com o desafio da pandemia do novo coronavírus e o agravamento das condições de saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha Comprometa-se a parar de fumar durante a covid-19 para o Dia Mundial sem Tabaco de 2021.

Para a coordenadora Estadual do Programa Nacional de Controle de Tabagismo de São Paulo, pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (CRATOD), e integrante da Comissão de Políticas Públicas do CROSP, Sandra Marques, o cirurgião-dentista tem papel fundamental na estratégia de ampliação das ações de enfrentamento ao tabagismo e integralidade do cuidado.

Doenças vasculares e o tabagismo

O tabagismo também representa um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, com aumento da probabilidade do indivíduo evoluir com alterações circulatórias graves que exijam internação hospitalar e intervenção cirúrgica.

O diretor da Seccional São José do Rio Preto, da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) – Regional São Paulo, o cirurgião e ecografista Dr. Sthefano Atique Gabriel, explica que o cigarro, pelo efeito da nicotina, aumenta a viscosidade sanguínea, o que favorece a formação de microtrombos na microcirculação periférica e agrava o quadro circulatório.

O especialista alerta que os fumantes passivos apresentam risco elevado de alterações circulatórias, assim como os fumantes ativos. Praticamente todas as doenças vasculares possuem uma importante relação com o tabagismo e com os produtos derivados do tabaco.

Dentre as doenças está a aterosclerose, que constitui a base fisiopatológica para o desenvolvimento do infarto agudo do miocárdio, do acidente vascular cerebral e da doença arterial periférica, conhecida popularmente como “má circulação”. “Além disso, o fumo aumenta o risco de trombose venosa e trombose arterial”, afirma o cirurgião.

Os malefícios se estendem a qualquer tipo de tabaco, seja artesanal, cigarro eletrônico, comum, ou narguilé, todos são prejudiciais à saúde e ao bem-estar. Parar de fumar é benéfico ao sistema circulatório e imprescindível para manter a integridade da saúde vascular. Cuide-se, diga não ao tabaco.

(Fontes: Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) – Edelman / Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) – Apex Conteúdo Estratégico / Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) – Way Comunicações / Imagem de Janek Szymanowski por Pixabay)  

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