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Diverso UFMG realiza diagnóstico do envelhecimento LGBT+ em BH

Projeto Longeviver LGBT+ quer entender como é envelhecer sendo pessoa LGBT+ na capital mineira e reforça atividades

Centro de Referência LGBT, cujo objetivo é acolher, contribuir para a defesa e promoção dos direitos humanos e da cidadania desta população
Cidade conta com Centro de Referência LGBT, que completou 15 anos em junho, e tem como objetivo acolher e contribuir para a defesa e promoção dos direitos humanos e da cidadania (Divulgação/PBH)

O projeto Longeviver LGBT+, realizado pelo Diverso UFMG – Núcleo Jurídico de Diversidade Sexual e de Gênero, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e incentivado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (MG), por meio da Diretoria de Políticas para a População LGBT, visa traçar um diagnóstico do envelhecimento desta parcela da população na cidade.

A parceria foi construída ao longo dos últimos anos por meio de um diálogo entre o Programa de Extensão Diverso UFMG, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, e a Diretoria de Políticas para a População LGBT da Prefeitura de Belo Horizonte. Em 2021, a iniciativa se oficializou.

A iniciativa busca construir instrumentos que subsidiem o poder público com informações a respeito de questões específicas sobre o processo de envelhecimento da população LGBT+ no município de Belo Horizonte e a percepção de pessoas idosas do segmento sobre o acesso e a qualidade dos serviços públicos.

A importância do projeto é redobrada, considerando o duplo processo de estigmatização e invisibilização dessa população, bem como o fato de que não há dados ou estudos voltados especificamente a esse público na capital mineira.

Como aponta o coordenador-geral da pesquisa, professor Pedro Nicoli, as pessoas LGBT+ idosas “sofrem preconceito por serem idosas, mesmo entre as pessoas LGBT+, e por serem LGBT+ diante de pessoas que não são, além das estruturas e instituições. Por isso, acabam particularmente sujeitas ao isolamento social, ao sofrimento físico e mental que decorre do fato de serem quem são, com a idade que têm”.

A primeira fase da pesquisa promovida pelo projeto é composta por questionário on-line dirigido a pessoas idosas LGBT+, que moram em Belo Horizonte. Na sequência, os interessados são convidados a participar de uma entrevista de aprofundamento. Mais informações e contato nas redes e site do Diverso UFMG: http://www.diversoufmg.com/

(Fonte: UFMG)

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