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Coronavírus: pessoas idosas devem reforçar cuidados com a saúde

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O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, e o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, divulgam dados atualizados sobre a situação do novo Coronavírus no país.

Os cuidados com a saúde relacionados ao coronavírus devem ser reforçados entre pessoas idosas de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). O Centro de Controle de Doenças da China informou que a taxa de mortalidade pela doença é de 8% para pessoas com idade entre 70 e 79 anos , e de 15% para quem passou dos 80 anos. Enquanto a média geral é entre 2% e 3%. Na foto principal uma das coletivas do Ministério da Saúde sobre o coronavírus.  Após a confirmação do primeiro caso no país, a campanha de vacinação contra a gripe será antecipada e deve começar no dia 23 de março.

A COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus (denominado SARS-CoV-2), foi classificada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo posicionamento divulgado no domingo, dia 15 de março pela SBGG, o momento da epidemia pelo coronavírus no Brasil é de muita prudência e atenção. 

Apesar de ter um comportamento semelhante ao de uma gripe comum, segundo a SBGG, a disseminação do novo coronavírus é muito rápida e, em alguns casos, principalmente nos idosos, pode se manifestar de forma grave e até mesmo fatal. A epidemia é dinâmica e hoje já temos a infecção comunitária em alguns Estados brasileiros, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O vírus tem uma capacidade de contágio maior que a Influenza (H1N1) por exemplo. O número médio de pessoas contaminadas a partir de uma pessoa doente é de 2,74, enquanto em 2009, a taxa da Influenza (H1N1) foi de 1,5. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o dia do contato com o paciente doente e o início dos sintomas é, em média, de 5 dias. Em raros casos, o período de incubação chegou a 14 dias. Neste período, segundo o comunicado, pode acontecer a transmissão do vírus de forma silenciosa.

De acorco com a SBGG, aproximadamente 80% a 85% dos casos são leves, geralmente em jovens e crianças, e não necessitam hospitalização, devendo permanecer em isolamento respiratório domiciliar. No entanto, 15% necessitam de internação, dentre estes, a maioria idosos.

A SBGG, através da Comissão de Imunização, aconselha que os idosos, especialmente com comorbidades como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rins, doenças neurológicas, em tratamento para câncer, portadores de imunossupressão entre outras, e aqueles com mais de 80 anos e portadores de síndrome de fragilidade, adotem medidas de restrição de contato social.

A orientação é para que os idosos evitem aglomerações ou viagens, o contato com pessoas que retornaram recentemente de viagens internacionais e contatos íntimos com crianças. O atendimento às pessoas idosas deve ser preferencialmente em domicílio evitando a exposição coletiva em serviços de saúde.

Para aqueles que vivem em instituições de longa permanência (ILPIs), a recomendação é evitar visitas, saídas, atividades em grupo e redobrar os cuidados com a higiene também para os profissionais de saúde. Conheça no blog Nova Maturidade a iniciativa da pesquisadora Marília Duque para reduzir a sensação de abandono e solidão que podem surgir com estas medidas.

Prevenção

Coronavírus Vacinação em dia
Manter a vacinação em dia é uma das recomendações (Marcello Casal Jr/AgenciaBrasil)

Os cuidados para prevenção da COVID-19 devem ser seguidos por todas as faixas etárias. Entre pessoas acima de 60 anos é fundamental manter o calendário de vacinação em dia para se proteger de múltiplas infecções, cuidar cuidar da hidratação e alimentação e, para pacientes com comorbidades, tratar as doenças existentes.

Entre as medidas preventivas para reduzir a capacidade de contágio do coronavírus estão:

  • Higienizar as mãos frequentemente com água e sabão (ou com álcool em gel a 70%).
  • Evitar aglomerações.
  • Evitar contato com pessoas com sintomas de gripe (tosse, espirros, falta de ar).
  • Evitar tocar os olhos, o nariz e a boca com as mãos sem lavá-las.
  • Evitar apertos de mão, abraços e beijos ao cumprimentar as pessoas.
  • Ao espirrar e tossir, cubra o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ou com lenço (em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos).

Procure ajuda médica diante dos seguintes sintomas:

  • Febre.
  • Tosse.
  • Falta de ar.
  • Alteração da sensação de cansaço para os esforços de rotina.
  • Confusão mental (especial para idosos). 

(Fontes: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG / Estadão / Ministério da Saúde / Agência Brasil / Fotos: Fabio Rodrigues Pozzebom e Marcello Casal Jr /Agência Brasil)

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