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Cartilha informa e orienta idosos na pandemia

Informação e orientação Cartilha Envelhecimento saudável em tempos de Pandemia

Dar oportunidade para que as pessoas idosas se informem e busquem alternativas para viver da melhor forma possível os dias de isolamento social. Este foi o ponto de partida da Cartilha Envelhecimento saudável em tempos de Pandemia, elaborada pelo LabEduca60+ da Universidade de São Paulo (USP). O documento traz informações educativas sobre cuidados básicos para manter a saúde física e mental. Acesse aqui a cartilha.

Foram 20 dias de trabalho à distância desde a ideia inicial com a participação de 14 pessoas, cada um na sua casa. Os trabalhos foram coordenados pelas professoras Meire Cachioni e Samila Batistoni, do LabEduca60+ e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).

“Somos docentes e pesquisadoras em Gerontologia e entendemos que no momento atual que estamos vivendo (pandemia Covid-19) tínhamos o dever de oferecer informações aos mais velhos. A cartilha é destinada ao público idoso, cujo conteúdo apresenta orientações gerontológicas relevantes ao envelhecimento pessoal, com ênfase ao momento atual de cuidados à saúde”, explicam as professoras.

Outra preocupação é o grande volume de informações disponíveis nem sempre corretas ou verdadeiras. “Toda a população tem recebido diariamente, via rede sociais, uma quantidade muito grande de informações. Os idosos são grandes receptores e propagadores dessas informações, por vezes incorretas. Precisamos que eles tenham acesso as boas informações”. 

Cartilha Envelhecimento saudável em tempos de Pandemia

A tecnologia também tem destaque na Cartilha Envelhecimento saudável em tempos de Pandemia. “Acreditamos que a tecnologia, de maneira especial, os recursos presentes em dispositivos móveis e computadores para os contatos à distância, redes sociais e acesso a informações em tempo real, são muito importantes quando não temos como nos relacionar com as pessoas fisicamente, conversar, trocar informações, encontrar informações nos grupos de educação permanente”.

As dicas de tecnologia são da Sociedade Brasileira de Gerontecnologia. “A SBGTec nos presenteou com informações atualizadas e recomendações específicas aos idosos. Uma parceira espetacular”, contam as coordenadoras da cartilha. Veja mais sobre a entidade na cobertura do blog do III Congresso Brasileiro de Gerontecnologia realizado em outubro do ano passado.

Isolamento

Para Meire e Samila, o que mais afeta os idosos no momento é a forma como são representados. “Pensamos que a questão fundamental é serem apontados como maiores vítimas da pandemia, reforçando estereótipos de extrema fragilidade. Somos todos diferentes. A fragilidade também está presente em todos que são acometidos por doenças crônicas e condições de múltiplas comorbidades. Não é exclusivo dos idosos”.

E seja qual for a idade, segundo elas, “todos nós estamos vivendo uma situação inesperada e extremamente difícil e não sabemos quando retornaremos as nossas vidas normais”. Por isso, considerar os idosos como o grupo mais vulnerável diante da pandemia, reforça o isolamento social já presente em muitos contextos.

“O ‘rótulo’ de vulnerável afasta a possibilidade de entender a velhice como um processo natural do ciclo vital, e os idosos como um grupo heterogêneo. Não podem ter mais esse ônus social. Não devem ficar isolados em casa pelo fato de serem idosos. Este é um discurso absolutamente equivocado presente nas mídias, nas falas e comportamentos dos governantes”, defendem as coordenadoras da Cartilha Envelhecimento Saudável. O documento busca mostrar, que mesmo em situação de isolamento, os idosos podem viver o momento atual com saúde e oportunidades de aprendizado.

LabEduca60+

A rede de projetos do LabEduca 60+ | EACH-USP é constituída por propostas de ações nas áreas da Gerontologia educacional e da educação gerontológica em três âmbitos, como explicam Meire e Samila:

Pesquisa [inovação e desenvolvimento]: proposição e identificação de efeitos de modelos educativos multidisciplinares sobre medidas sociais, psicológicas, cognitivas e de saúde.

Ensino [formação]: proporcionar elementos indispensáveis à formação continuada de estudantes e de profissionais da Gerontologia para o desenvolvimento de projetos inovadores, que possam ser aplicados em ambientes educativos no contexto do envelhecimento; criar oficinas de criatividade científica no campo da educação e bem-estar.

Extensão [responsabilidade social]: apoio a projetos de educação permanente destinado a idosos; divulgação científica por meio de uma plataforma que servirá para compartilhamento de textos científicos, informações e orientações para atividades em Gerontologia educacional e educação para o envelhecimento.

Projetos

O grupo segue trabalhando, e muito, mesmo à distância, afirmam as professoras. “No início tivemos que reorganizar tudo como docentes e pesquisadoras. Não foi uma tarefa fácil. Mudanças inesperadas provocam inicialmente uma certa letargia psicológica”.

Entre os projetos que seguirão uma pesquisa com foco nas percepções de risco e formas de lidar com o Covid-19. A pesquisa será realizada no Brasil e em Portugal com um protocolo aplicado na Alemanha. “Posteriormente teremos dados interessantes sobre os três países”, afirmam. No aguardo de mais um importante trabalho, mostrando a importância da pesquisa nacional. (Katia Brito / Imagem principal de Sabine van Erp por Pixabay )

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