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Campanha Velhice Não é Doença lança manifesto

Participe e assine o manifesto aberto a todas as pessoas, entidades e movimentos sociais contra a inclusão da velhice como doença

Campanha Velhice não é doença

A campanha Velhice Não é Doença convida a todos a se engajarem na defesa da não inclusão do termo velhice na Classificação Internacional de Doenças (CID 11), pela Organização Mundial de Saúde a partir de 2022. O blog Nova Maturidade apoia a campanha e concorda que “considerar a etapa da velhice como doença é um retrocesso que em muito contribuiria para acentuar globalmente preconceitos em relação à longevidade”.

Participe e assine o manifesto aberto a pessoas, entidades e movimentos sociais. Some forças a nomes como o mestre Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade (ILC-Br); Danilo Santos de Miranda, diretor do SESC-SP, e Lucia Secoti, ex-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDI), destituída do cargo pelo decreto nº 9893/19.

Também assinam o manifesto: César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB); João Batista Lima Filho, da Comissão de Bioética da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Sandra Gomes, da Longevida Consultoria; Carlos André Uehara, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG); Irmã Maria Lúcia Rodrigues, coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, entre outros.   

Leia abaixo o texto na íntegra. Assine o manifesto pelo link: https://docs.google.com/…/1CPYuph4NME1gTdwUy5QOJDw…/edit

Velhice não é Doença!

Considerando que o envelhecimento da população é um fenômeno global e, no Brasil, especialmente acentuado  nos últimos 20 anos, tendendo a acelerar ainda mais nas próximas décadas.

Lembrando que, atualmente, as mais de 34 milhões de pessoas acima dos 60 anos são responsáveis por 23% do consumo de bens e serviços no país, contribuindo assim, com seus recursos, para o crescimento e prosperidade da sociedade em geral.

Tendo em mente que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), já somos a 5ª maior população de idosos no mundo.

Levando em conta que, em 2040, 57% da força de trabalho brasileira terá mais de 45 anos, conforme aponta pesquisa da consultoria da PWC com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Enfatizando que, a partir de 2040 a população brasileira deverá iniciar um período de declínio, refletindo as baixas taxas de fecundidade, as quais já se mostram abaixo do nível de reposição desde 2000.

Assumindo que as pessoas idosas são pilares da sociedade com suas sabedorias, conhecimentos, produtividade e experiência.

Afirmando que a velhice é uma das fases da vida, que se inicia no nascimento e se prolonga com a infância, adolescência e fase adulta.

Evocando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) – com o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) – estabeleceu em sua resolução de dezembro de 2020 a Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030), em consonância com o protagonismo, dinamismo e a importância dos  mais velhos mundo afora.

Advertindo que a Assembleia Mundial de Saúde, órgão de Governança que estrutura e apresenta as ações a serem cumpridas pelas OMS – a qual merece nosso respeito, por realizar trabalhos fundamentais  em prol da vida humana – prevê instituir a velhice como doença, na Classificação Internacional de Doenças, em sua edição de número 11 – CID 11, a partir de 01 de janeiro de 2022, numa clara incoerência à realidade demonstrada até aqui através de seu trabalho na área.

Entendendo que uma possível inclusão da velhice como doença no CID-11  representa a migração de um marcador social (com todas as subjetividades culturais, sociológicas e antropológicas das populações mundiais) para o âmbito de um mecanismo que padroniza enfermidades – o que não contempla a diversidade e as identidades das sociedades e suas construções sociais, econômicas e culturais.

As entidades firmadas declaram que:

A velhice é uma das etapas de nosso curso de vida  e não pode correr o risco de ser interpretada como doença, e sim como a maior conquista social dos últimos 100 anos. Considerar a etapa da velhice como doença é um retrocesso que em muito contribuiria para acentuar globalmente preconceitos em relação à longevidade – o que denominamos idadismo traduzidos em estigmas que marcam profundamente a saúde emocional e psicossocial das pessoas idosas.

O nosso compromisso é justamente o contrário. Nossa defesa e atitudes se traduzem  na  promoção do envelhecimento com oportunidades de protagonismo, numa sociedade em que os mais velhos sejam respeitados e valorizados por suas potencialidades como sujeitos de direitos. Lembrando sempre que os jovens de hoje serão os idosos de amanhã – portanto, esta é uma causa de todos.

Por todo o exposto, contestamos veementemente a inclusão da velhice que possa vir a ser interpretada  como enfermidade na próxima edição da Classificação Internacional de Doenças – CID 11 em 2022 e conclamamos à sociedade brasileira para se engajar na defesa pública desta campanha nacional.

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