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Animais contribuem para saúde e bem-estar

Estudo aponta que ter um animal pode contribuir para um declínio cognitivo mais lento, é o que mostram os entrevistados

Suzi se tornou parte da família da aposentada Dirce
Suzi se tornou parte da família da aposentada Dirce

Animais de estimação são mais que uma boa companhia para pessoas idosas. Um estudo preliminar, divulgado em fevereiro, aponta que possuir um animal, como cachorro ou gato, especialmente por cinco anos ou mais, pode contribuir para um declínio cognitivo mais lento. A autora do estudo é Tiffany Braley, do Centro Médico da Universidade de Michigan em Ann Arbor e membro da Academia Americana de Neurologia.

Entre os 1.369 idosos analisados, com idade média de 65 anos e habilidades cognitivas normais, 53% possuía animais de estimação e 32% eram donos de animais de longa data, ou seja, por cinco anos ou mais. Os pesquisadores usaram dados do Health and Retirement Study, estudo de beneficiários do Medicare, e por meio das pontuações cognitivas alcançadas pelos participantes em testes, estimaram as associações entre os anos de posse de animais de estimação e a função cognitiva.

Os participantes foram avaliados ao longo de seis anos, e os donos de animais de estimação de longo prazo, em média, tinham uma pontuação composta cognitiva 1,2 pontos maior em relação às pessoas que não tinham animais de estimação. Os benefícios cognitivos associados à animais de estimação por mais tempo foram mais significativos para adultos negros, adultos com educação universitária e homens.

Amor e dedicação

João Vaz lamenta a morte do pequeno Fred em 2014
João Vaz lamenta a morte do pequeno Fred em 2014

Um exemplo de que a pesquisadora está no caminho certo é o aposentado João D. Oliveira Vaz, de 85 anos. Nascido em Porangaba, no interior de São Paulo, desde 1972 ele está em Mogi das Cruzes, e sempre teve animais de estimação. Já cuidou de pássaros, tartarugas, gatos, cachorros e papagaios.

“Sem dúvida o amor dedicado aos animais sempre fiz de tal forma que havia empatia no mais alto teor. Era a alegria da casa. Recomendo a adoção de animais, principalmente os sofredores e abandonados. Esta atitude faz bem ao coração e vale para todas as idades”, recomendou o aposentado.

Nos últimos anos, João tinha dois cachorros. Um deles, que ganhou o nome de Veludo, foi adotado de uma família que se mudou para o Maranhão. “Ele tinha cerca de três anos. Veio para minha casa e fez companhia ao outro cão de nome Fred. Viveram juntos por seis anos. Eram chamados de dupla ‘Fred Branco e Veludo Preto”, contou.

Infelizmente, o trio, formado por João e seus cães, se separou em 2014 com a morte de Fred, e em outubro do ano passado, Veludo fugiu e não foi encontrado.

Companhia

Albert, marido de Sandra, se apaixonou por Mel
Albert, marido de Sandra,
se apaixonou por Mel

A professora aposentada Sandra Garcia Barakat, 78, sempre teve cachorros mas não tinha tido contato com a velhice dos animais. Nascida no Guarujá, ela mora em Mogi há 40 anos. Hoje, com a poodle Mel, que tem há 13 anos, ela vive essa experiência. A cachorra foi comprada em 2009 com quatro meses. O marido Albert que era alheio, também foi conquistado por Mel. “Sempre tive muito carinho. Gosto muito de animais e recomendo, são muito carinhosos”, destacou.

Mel, que sempre foi muito dócil, segundo Sandra, hoje é quem demanda mais cuidados e precisou de adaptações no ambiente doméstico. Diagnosticada com catarata, a cachorra está cega e faz tratamento para pancreatite crônica. “Como eu não tive filhos, é uma companhia, e fui me adaptando, onde eu vou, ela vai. Hoje ela depende mais de mim”, contou.

Família

Mistura de pequinês com poodle, a cachorra Suzi completa em maio 11 anos, ao lado de Dirce de Araújo Dertônio, 72, que se aposentou há cinco anos. O animal foi presente de uma amiga para combater a tristeza causada pela perda de um outro cachorro e conquistou toda a família. “Ela entende tudo, sabe quando estou triste, chateada, doente”, contou. No último ano, Suzi vem perdendo a visão.

Quando o marido adoeceu, Dirce contou que Suzi não saia de perto dele. Com a morte dele há oito anos, a cachorra se tornou sua companheira. “Ela é bem dócil. Com certeza, os animais são uma companhia para quem é sozinho”, destacou ela, que sempre teve cachorros.

*Texto desta jornalista Katia Brito, publicado originalmente no Portal News e na página Maturidade do jornal impresso Mogi News/Dat / Imagens: Arquivo Pessoal

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