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A excepcionalidade da vida

Nem melhor, nem pior, apenas diferentes

Recentemente fui a um evento, um bate-papo sobre envelhecimento LGBT, e o escritor João Silvério Trevisan me fez pensar sobre a finitude, que a constatação de quem um dia todos morreremos não deve ser a certeza de um fim, mas sim uma forma de perceber como a vida é única, como a experiência vivida por cada um de nós não se repete.

E coincidentemente neste mesmo dia, um casal de amigos celebrava o aniversário de três anos de seu filho, e um outro amigo chorava a morte de seu pai. O ciclo da vida, a morte e a comemoração da vida em seus primeiros anos. É para fazer pensar mesmo, será que estamos vivendo plenamente nossa vida, envelhecendo da melhor forma?

O envelhecimento é um processo natural, e só o que interrompe este processo é a morte. Normalmente, evitamos pensar na finitude, mas ela sempre, de alguma forma, se revela. Assistindo um filme com a atriz Susan Sarandon (“A Intrometida”), lembrei de um outro (“Lado a Lado”) em que ela, diante de um câncer em estágio avançado, que a princípio havia escondido da família, decide contar e aproveitar seus últimos momentos ao lado dos filhos.

Não é fácil lidar com a morte, aceitar que você precisa de cuidado e, no caso da personagem, o cuidado dos filhos ficará a cargo de outra pessoa, a esposa mais jovem do ex-marido, casal vivido por Ed Harris e Julia Roberts. Um exemplo de resiliência, esta capacidade que todos temos embora nem sempre consigamos colocar em prática. É possível se adaptar às mudanças, aos problemas que vão surgindo.

Somos finitos, mas, principalmente, somos únicos. E como gosto de dizer para o meu filho de nove anos: a graça do mundo é que somos todos diferentes. Diferentes raças, gêneros, estilos de vida, cada um com suas crenças, diferenças que começam ainda na infância e seguem por toda a vida. E quando envelhecemos não deixamos de ser diversos, podem haver limitações, perdas, ganhos importantes, afinal são muitas as velhices. E com o passar dos anos, vamos convivendo cada vez mais com o peso de nossas escolhas, que nem sempre trazem resultados positivos para nosso bem-estar físico e emocional, (Katia Brito / Imagem de rawpixel por Pixabay)

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